{"id":383,"date":"2026-09-07T10:30:51","date_gmt":"2026-09-07T10:30:51","guid":{"rendered":"https:\/\/the-nightporter.com\/?page_id=383"},"modified":"2026-09-07T10:50:33","modified_gmt":"2026-09-07T10:50:33","slug":"short-movie-the-thief","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/the-nightporter.com\/pt\/short-movie-the-thief\/","title":{"rendered":"the thief short movie"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-cover\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-312 size-large\" alt=\"\" src=\"https:\/\/the-nightporter.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/823-1024x683.jpg\" data-object-fit=\"cover\" srcset=\"https:\/\/the-nightporter.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/823-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/the-nightporter.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/823-300x200.jpg 300w, https:\/\/the-nightporter.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/823-767x511.jpg 767w, https:\/\/the-nightporter.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/823-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/the-nightporter.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/823-18x12.jpg 18w, https:\/\/the-nightporter.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/823-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><span aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-cover__background has-background-dim\" style=\"background-color:#82686e\"><\/span><div class=\"wp-block-cover__inner-container has-global-padding is-layout-constrained wp-block-cover-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Curta-metragem:<br>O Ladr\u00e3o (2024)<\/h2>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"text-decoration:underline\"><strong>Assista ao curta aqui:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PrDT72-_8MY&amp;feature=youtu.be\"><em><strong>YouTube<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sinopse: Atrav\u00e9s de fotos, vemos a briga entre o real e o imagin\u00e1rio em toda a estrutura do filme; nas representa\u00e7\u00f5es imag\u00e9ticas, nas rela\u00e7\u00f5es exploradas e na metalinguagem que define os personagens.<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" style=\"font-size:41px\">Pensamentos sobre o filme<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nessa se\u00e7\u00e3o, eu falarei sobre o significado do filme, assim como meus pensamentos sobre ele depois do seu lan\u00e7amento n\u00e3o-oficial. Se voc\u00ea deseja manter sua pr\u00f3pria an\u00e1lise da obra, eu sugiro me ignorar completamente aqui.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Ladr\u00e3o foi um projeto que eu fiz para a mat\u00e9ria de <em>dire\u00e7\u00e3o de arte<\/em>da minha faculdade. Enquanto eu estava tendo a obriga\u00e7\u00e3o de passar bastante tempo conceitualizando diferentes aspectos da subst\u00e2ncia do curta, eu criei o conceito do <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#00d084\" class=\"has-inline-color\"><strong>Ladr\u00e3o<\/strong><\/mark>. Eu aprenderia a evoluir esse conceito at\u00e9 que fosse uma parte permanente do meu \"branding\", como o apelido que eu usaria de mim mesmo em aspectos art\u00edsticos e tamb\u00e9m o nome do complexo pequeno de sites que eu encabe\u00e7ava.<sup data-fn=\"d9c1f986-12d3-471b-b5e3-9e492542aec7\" class=\"fn\"><a href=\"#d9c1f986-12d3-471b-b5e3-9e492542aec7\" id=\"d9c1f986-12d3-471b-b5e3-9e492542aec7-link\">1<\/a><\/sup> Eu n\u00e3o lembro se eu j\u00e1 expliquei publicamente por que esse nome foi escolhido, ent\u00e3o me acompanhe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ladr\u00e3o foi um conceito que eu criei, no come\u00e7o, para o filme. O tema principal do filme foi sobre a ideia de uma musa. Quando um artista ama algu\u00e9m, ele cria uma musa da pessoa, uma figura que ser\u00e1 presente nos pedestais dos trabalhos dele pelo tempo que o amor perdurar. Mas al\u00e9m do artista e da obra concreta que ele exibe, todo mundo tem uma imagem de uma outra pessoa na sua cabe\u00e7a, e quando seus sentimentos s\u00e3o muito intensos, sejam eles positivos ou negativos, aquela imagem nunca vai ser igual \u00e0 pessoa de fato. Na verdade, independente da intensidade do sentimento: sua imagem de algu\u00e9m nunca vai ser a mesma da pessoa real.<sup data-fn=\"766efbfd-5582-4e63-b91d-eee10499a13e\" class=\"fn\"><a href=\"#766efbfd-5582-4e63-b91d-eee10499a13e\" id=\"766efbfd-5582-4e63-b91d-eee10499a13e-link\">2<\/a><\/sup> E essa era a ideia que eu queria esticar e estudar no filme.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"330\" height=\"230\" src=\"https:\/\/the-nightporter.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-386\" srcset=\"https:\/\/the-nightporter.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image.png 330w, https:\/\/the-nightporter.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image-17x12.png 17w, https:\/\/the-nightporter.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image-300x209.png 300w\" sizes=\"(max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso de voc\u00ea n\u00e3o saber, o filme era sobre uma pessoa que eu amava muito intensamente naquela \u00e9poca. Eu escrevi incont\u00e1veis m\u00fasicas sobre ela, mas uma importante para esse assunto \u00e9 uma chamada <em><strong>Canyons<\/strong><\/em>, a primeira m\u00fasica que escrevi para ela e a m\u00fasica que impulsionou basicamente todas as m\u00fasicas que escrevi depois dela. Eu adoraria falar sobre ela em um dia diferente, mas <em>Canyons<\/em> foi uma m\u00fasica que foi composta e escrita numa maneira muito diferente se comparada com as m\u00fasicas que escrevi antes dela. Depois de <em>Canyons<\/em>, toda m\u00fasica minha tentava n\u00e3o s\u00f3 vir de um lugar parecido, mas tamb\u00e9m ser t\u00e3o inventiva quanto eu tentei ser com sua melodia.<sup data-fn=\"9abec875-0fb6-49df-a8df-2873579704fe\" class=\"fn\"><a href=\"#9abec875-0fb6-49df-a8df-2873579704fe\" id=\"9abec875-0fb6-49df-a8df-2873579704fe-link\">3<\/a><\/sup> N\u00e3o h\u00e1 nada muito complexo sobre a estrutura e a composi\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, mas foi a primeira vez que eu escrevi algo e me senti como um artista irreconhec\u00edvel. Parecia algo que nunca poderia ter sido escrito por mim, mas foi. E desde ent\u00e3o eu tento recapturar essa sensa\u00e7\u00e3o, essa de criar  algo al\u00e9m de suas capacidades atuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E <em>Canyons<\/em>, mesmo com o tanto que eu a bajulo e realmente acredito ser bem escrita, foi o primeiro momento onde eu tentei representar aquela pessoa que eu amava na minha arte e que vi o espa\u00e7o (<em>o c\u00e2nion<\/em>) entre a imagem e o real. Como seu sempre dizia pra ela depois que ela descobriu que a m\u00fasica era pra ela, e assim como eu tamb\u00e9m a disse quando ela viu o filme j\u00e1 que veio de lugares parecidos, eu sentia que eu estava falando muito mais de mim do que dela naquelas obras. E isso \u00e9 o que as imagens s\u00e3o, elas s\u00e3o reflexos da nossa pr\u00f3pria pessoa sendo espelhadas na frente da coisa real, e que n\u00f3s fingimos que elas substituem a coisa real de fato.<sup data-fn=\"70cdd685-c8c1-4ae6-bde1-e2a715836261\" class=\"fn\"><a href=\"#70cdd685-c8c1-4ae6-bde1-e2a715836261\" id=\"70cdd685-c8c1-4ae6-bde1-e2a715836261-link\">4<\/a><\/sup> Quanto mais eu refletia sobre <em>Canyons<\/em> durante o per\u00edodo que eu pensei no conceito do filme, mais eu notava que eu inferia muitas coisas sobre ela que eram mais atreladas a como eu via ela do que como a vida dela realmente era. Mais e mais, assim que alguma arte era criada sobre ela, eu tinha que entender que o que era representado era sempre uma imagem, at\u00e9 na arte positiva.<sup data-fn=\"d019b36a-e5cd-473b-a32e-a9c43a73be8b\" class=\"fn\"><a href=\"#d019b36a-e5cd-473b-a32e-a9c43a73be8b\" id=\"d019b36a-e5cd-473b-a32e-a9c43a73be8b-link\">5<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o o filme era pra ser sobre ela confrontando essa imagem dela mesma que eu criei na arte que fazia sobre ela. A ideia, da qual eu era muito orgulhoso sobre na \u00e9poca, era que no final, ela explicaria como ela realmente se via. S\u00f3 que a coisa \u00e9 que voc\u00ea, como o espectador, entendendo que o filme \u00e9 uma cr\u00edtica da imagem que criamos de outras pessoas, precisa ver ela fazendo isso e entender que at\u00e9 nesse mesmo momento essa n\u00e3o \u00e9 a real imagem da pessoa real. At\u00e9 quando a personagem descreve como ela realmente se v\u00ea, essa ainda \u00e9 a imagem que o roteirista criou dela (Magritte de novo).<sup data-fn=\"330f2c86-f3dd-405d-9360-1f7115b93710\" class=\"fn\"><a href=\"#330f2c86-f3dd-405d-9360-1f7115b93710\" id=\"330f2c86-f3dd-405d-9360-1f7115b93710-link\">6<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu gosto que meus filmes e meus projetos inteiros tenham uma tese. Que eles tenham uma resposta que eles tentam buscar, que s\u00f3 pode ser conseguida no final. A tese do filme (<em>desculpa por estragar a realiza\u00e7\u00e3o de tentar entender isso sozinho<\/em>) \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 realidade na percep\u00e7\u00e3o de um filme.<sup data-fn=\"eb1be709-3eed-48f4-a6dd-6f0582349bbd\" class=\"fn\"><a href=\"#eb1be709-3eed-48f4-a6dd-6f0582349bbd\" id=\"eb1be709-3eed-48f4-a6dd-6f0582349bbd-link\">7<\/a><\/sup> Ningu\u00e9m nunca vai ser capaz de se explicar atrav\u00e9s da arte que elas n\u00e3o fizeram sobre elas mesmas. Filmes s\u00e3o eternamente ficcionais, eternamente enviesados, imagens eternamente incompletas da realidade. Mas algo que n\u00e3o coloquei no filme \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 porque a imagem \u00e9 incompleta que ela precisa ser negativa. Voc\u00ea s\u00f3 precisa entender que \u00e9 diferente da coisa real. E entendedno isso, voc\u00ea pode finalmente fazer arte.<sup data-fn=\"925b9d12-2df6-4310-ba8b-6e07516328ea\" class=\"fn\"><a href=\"#925b9d12-2df6-4310-ba8b-6e07516328ea\" id=\"925b9d12-2df6-4310-ba8b-6e07516328ea-link\">8<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n<ol style=\"font-style:italic;font-weight:100\" class=\"wp-block-footnotes has-small-font-size\"><li id=\"d9c1f986-12d3-471b-b5e3-9e492542aec7\">O ladr\u00e3o que falava sobre no meu site e o ladr\u00e3o do filme s\u00e3o ladr\u00f5es diferentes. Eu explicarei na oitava nota de rodap\u00e9. <a href=\"#d9c1f986-12d3-471b-b5e3-9e492542aec7-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"766efbfd-5582-4e63-b91d-eee10499a13e\">Parte do meu interesse por essa ideia veio de uma aula que meu professor falou sobre a pintura de Magritte; o conceito \u00e9 o mesmo. <a href=\"#766efbfd-5582-4e63-b91d-eee10499a13e-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 2 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"9abec875-0fb6-49df-a8df-2873579704fe\">Um dos aspectos que eu mais gosto de <em>Canyons<\/em> foi como eu compus a melodia, mas ningu\u00e9m mais sabe como a m\u00fasica \u00e9 cantada fora eu. <a href=\"#9abec875-0fb6-49df-a8df-2873579704fe-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 3 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"70cdd685-c8c1-4ae6-bde1-e2a715836261\">Parte disso (mas n\u00e3o o conceito inteiro) eu planejo (e meio que j\u00e1 fiz um pouco) explorar no que espero ser meu segundo \u00e1lbum, <strong>A Woman Mirror (O Espelho Mulher)<\/strong>; a expans\u00e3o da minha dependente e insalubre vis\u00e3o das mulheres (a Parede Mulher, mulheres como figuras divinas) sendo reflex\u00f5es sobre minha pr\u00f3pria femininidade, e como sem as mulheres da minha vida eu n\u00e3o seria metade do homem que sou. <a href=\"#70cdd685-c8c1-4ae6-bde1-e2a715836261-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 4 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"d019b36a-e5cd-473b-a32e-a9c43a73be8b\">O <em>c\u00e2nion<\/em> era pra simbolizar muitas coisas. Nossa dist\u00e2ncia f\u00edsica real, por exemplo, sendo um espa\u00e7o gigantesco e vazio. Esse mesmo espa\u00e7o, em outro momento da m\u00fasica, poderia ser um lugar em que voc\u00ea poderia gritar dentro dele e ser capaz de \"<em>encher<\/em>\" com sua voz, j\u00e1 que sua voz era t\u00e3o grande como aquele lugar colossal. Era uma met\u00e1fora sobre a profundidade da conex\u00e3o humana, tamb\u00e9m, e o sentimento de n\u00e3o conseguir se conectar profundamente com outras pessoas. Era, claro, uma met\u00e1fora sobre nosso amor, como a \u00faltima frase sugere. Eu n\u00e3o explicarei muito sobre a \u00faltima frase, mas ela falava do c\u00e2nion como uma met\u00e1fora para o dano causado; a eros\u00e3o que cria um c\u00e2nion, pelo menos, e como sem aquela destrui\u00e7\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o tem a vis\u00e3o linda de um c\u00e2nion. Foi o jeito mais gentil que eu consegui de dizer que eu amava tanto ela que esse amor me machucava, e eu sou muito orgulhoso daquela frase. <a href=\"#d019b36a-e5cd-473b-a32e-a9c43a73be8b-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 5 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"330f2c86-f3dd-405d-9360-1f7115b93710\">Essa \u00e9 a raz\u00e3o de eu dizer \"... <strong>e na metalinguagem que define os personagens<\/strong>\" na sinopse, ali\u00e1s. A inten\u00e7\u00e3o do filme \u00e9 ser meta. <a href=\"#330f2c86-f3dd-405d-9360-1f7115b93710-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 6 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"eb1be709-3eed-48f4-a6dd-6f0582349bbd\">Eu tive muitas aulas falando sobre document\u00e1rios, e a maioria foi precisamente sobre isso: o filme, at\u00e9 um document\u00e1rio, nunca ser\u00e1 real. Ele sempre vai precisar passar pelos olhos do seu criador, eternamente criando uma exist\u00eancia diferente das pessoas e dos eventos reais. <a href=\"#eb1be709-3eed-48f4-a6dd-6f0582349bbd-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 7 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"925b9d12-2df6-4310-ba8b-6e07516328ea\">O ladr\u00e3o, sendo um conceito adaptado para o site (e a pessoa que falo na minha can\u00e7\u00e3o Thief, que toca no final do filme sem a letra), significa \"uma pessoa eternamente culpada sobre tudo que ela \u00e9 acusada de fazer. O ladr\u00e3o, nesse contexto, n\u00e3o \u00e9 necessariamente um roubador como ele \u00e9 no outro contexto (aquele de ser o ladr\u00e3o da identidade de algu\u00e9m para coloc\u00e1-la em sua arte); ele \u00e9 um prisioneiro, algu\u00e9m que precisa pagar pelos seus crimes. Bem autocompassivo, n\u00e9? <br>Bem, algumas coisas aconteceram com um grupo de amigos m\u00eas passado. Eu estava chateado, mas n\u00e3o com eles, mas est\u00e1vamos conversando e eles acharam que pelo meu tom eu tinha dito algo maldoso pra eles. Eles comunicaram isso, mas a diferen\u00e7a entre como eu achava que eu estava sendo visto e como eu realmente fui visto era grande demais; na minha cabe\u00e7a, eu n\u00e3o fui nem um pouco maldoso. Eu lembro de passar semanas me desculpando por qualquer coisa que eu diria, caso eu n\u00e3o soubesse como tudo estava saindo. Bem, o ladr\u00e3o fala tamb\u00e9m sobre isso. Era uma coisa antiga que eu costumava me martirizar sobre: como as pessoas poderiam achar que eu diria coisas horr\u00edveis sobre elas depois de eu ter dito coisas t\u00e3o boas. Era uma das minhas maiores inseguran\u00e7as; o qu\u00e3o diferente era a imagem que eu tinha de mim mesmo e a das outras pessoas. Em meu auto-\u00f3dio, eu ent\u00e3o achava que todo mundo secretamente me odiava e esperava o pior de mim; e claro, elas estariam corretas porque aquela imagem era correta. <br>Isso \u00e9 tamb\u00e9m porque eu terminei o site: esse conceito n\u00e3o existe mais. Depois de tanto tempo, depois de tanta autocompassividade, e depois de tanto apoio desses amigos (e de uma amiga especial com quem falei hoje), eu percebi que a imagem que eles tinham de mim era sempre positiva, e nunca definida pelos meus momentos dif\u00edceis. Eu percebi que a imagem que eu criei de mim n\u00e3o era a imagem que eles tinham de mim em seus cora\u00e7\u00f5es, e que a deles n\u00e3o era negativa como pensei. E apesar disso, nenhuma imagem \u00e9 correta, como uma fiel representa\u00e7\u00e3o de um ser. Eu quero ter uma imagem melhor de mim em minha cabe\u00e7a, ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o mais para ser um ladr\u00e3o. <a href=\"#925b9d12-2df6-4310-ba8b-6e07516328ea-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 8 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Watch the movie here: YouTube Synopsis: Through photos, we see a fight happening between the real and the imaginary throughout the movie&#8217;s whole structure; in the imagery represented, in the relationships explored and in the metalanguage that defines the characters. Thoughts about the movie In this next section, I&#8217;ll talk about the movie&#8217;s meaning, as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"my-creations","meta":{"footnotes":"[{\"content\":\"The thief talked about in my other site and the thief from the movie are different thieves. I'll explain it on the eighth footnote.\",\"id\":\"d9c1f986-12d3-471b-b5e3-9e492542aec7\"},{\"content\":\"Part of my interest for this idea came from a class I attended where the professor talked about that Magritte painting; the concept is the same.\",\"id\":\"766efbfd-5582-4e63-b91d-eee10499a13e\"},{\"content\":\"One of the aspects I love the most about <em>Canyons<\/em> was how I composed its melody, but no one else knows how the song is sang other than me.\",\"id\":\"9abec875-0fb6-49df-a8df-2873579704fe\"},{\"content\":\"Part of this (but not the full concept) I plan to (and have kind of already done) to explore in what I wish to be my second album, <strong>A Woman Mirror<\/strong>; the expansion of my dependant and unhealthy view on women (the Woman Wall, women as divine beings) being reflections of my own womanhood, and how without the women in my life I wouldn't be half the man I am.\",\"id\":\"70cdd685-c8c1-4ae6-bde1-e2a715836261\"},{\"content\":\"The <em>canyon<\/em> was supposed to symbolize many things. Our actual physical distance, for example, being a gigantic empty space. This same space, in another moment in the song, could be a place you would scream in and be able to \\\"<em>fill it up<\/em>\\\" with your voice, since your voice was as big as that colossal place. It was a metaphor for the depth of human connection, as well, and the feeling of not being able to connect deeply with others. It was, of course, a metaphor about our love for each other, which the last phrase hints at. I won't explain that last phrase much further now, but it spoke of the canyon as a metaphor for damage done; the erosion that causes a canyon, at least, and how without that destruction you won't have the beautiful view of the canyon. It was the gentlest way I found to say that I loved her so much that that love hurt me, and I'm very proud of that line.\",\"id\":\"d019b36a-e5cd-473b-a32e-a9c43a73be8b\"},{\"content\":\"This is why I say \\\"... <strong>and in the metalanguage that defines the characters<\/strong>\\\" in the synopsis, by the way. The movie is supposed to be meta.\",\"id\":\"330f2c86-f3dd-405d-9360-1f7115b93710\"},{\"content\":\"I had a lot of classes talking about documentaries, and most of them were precisely about this: the movie, even a documentary, will never be real. It always has to pass through the lens of the creator of it, making it always a different existence to the real people and events.\",\"id\":\"eb1be709-3eed-48f4-a6dd-6f0582349bbd\"},{\"content\":\"The thief, being the concept adapted for the site (and the person I talk about in my song Thief, that plays in the end of the movie without lyrics), means \\\"a person eternally guilty of all it is accused of doing\\\". A thief, in this context, is not necessarily a stealer as he is in the other context (of being a stealer of one's identity to paste in your art); he's a prisoner, someone that needs to pay for their crimes. Pretty self-pitying, right? <br>Well, some things happened with a group of friends last month. I was upset, but not at them, but we were talking and they thought that by my tone I had something mean to say to them. They communicated it with me, but the difference between how I thought I was being perceived to how I actually was perceived was too big; in my head, I wasn't mean at all. I remember I spent weeks apologizing for everything that I would say, in case I didn't knew how I came out. Well, the thief also speaks of that. It was an old thing I used to martyr myself about: how people could think I'd say awful things about them even after so many good things I'd say. It was one of my biggest insecurities; how different the image I had of myself was to other people. In my self-hate, I then thought that everyone secretly hated me and expected the worse of me; and of course, they would all be correct because that image was correct. <br>This is also why I ended the site; this concept doesn't exist anymore. After so long, after so much self-pitying, and after a lot of support from those friends (and one other special friend I talked to today), I realized the image they had of me was always very positive, and never defined by my difficult moments. I realized that the image I created of myself was not the image they had of me in their hearts, and theirs wasn't negative as I thought. And regardless, no image is correct as in it is a faithful representation of a being. I wish to have a better image of myself in my head, so there's no space anymore to be a thief.\",\"id\":\"925b9d12-2df6-4310-ba8b-6e07516328ea\"}]"},"class_list":["post-383","page","type-page","status-publish","hentry"],"_hostinger_reach_plugin_has_subscription_block":false,"_hostinger_reach_plugin_is_elementor":false,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/the-nightporter.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/the-nightporter.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/the-nightporter.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/the-nightporter.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/the-nightporter.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=383"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/the-nightporter.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/383\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":391,"href":"https:\/\/the-nightporter.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/383\/revisions\/391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/the-nightporter.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}